REQUIEMsegunda-feira, 21 de setembro de 2009
Alex & Idrisse
REQUIEMPara quem nunca viu o Alex e a Idrisse representar esta peça lado a lado, baixo a baixo e cima a cima, aqui está uma oportunidade no dia 25. Só tenho pena, Alex, que de tanto tempo ter desistido deste maldito blog, já ninguém o leia.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
CHEZ CHE
Se algum destes personagens fosse ainda vivo, por esta altura estaria de certeza Chez Che.
Janis Joplin - 4 de Outubro de 1970, com 27 anos
Jimi hendrix - 18 de Setembro de 1970, com 27 anos
Jim Morrison - 3 de Julho de 1971, com 27 anos
Kurt Cobain - 7 de Abril de 1994, com 27 anos
Sid Vicious - 2 de Fevereiro de 1979, com 21 anos
John Bonham - 24 de Setembro de 1980, com 32 anos
Keith Moon - 1978,com 31 anos
Elvis Presley - 16 de Agosto de 1977, com 42 anos
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sábado, 4 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
CUM & GO
A meio de uma manhã de Março ela entou pela porta da frente, como habitualmente. Mas a respiração que trazia era diferente da dos outros dias e exactamente igual à dos dias em que não me dava um segundo de descanso.
Por cima da minha cama, na parede, estava pendurado um velho cartaz do Deep Throat, com uma imagem de fraca resolução já bastante apagada pelo tempo. De qualquer forma, não duvido nada de que tenha sido esse poster o incentivador da Marcela, no primeiro dia em que lhe mostrei os meus aposentos. E daí talvez não, porque ela já vinha sem as calcinhas vestidas. Só no fim abriu a malita, com uma grande delicadeza, sacou de umas cuequinhas violeta reduzidas e começou a vesti-las, com um belíssimo sorriso ameaçador.
Com 19 anos, a Marcela tinha uma maturidade que muitas mulheres não têm com mais de 30. Falava sempre apenas no essencial, de uma forma clara, sem atropelos. Passamos dias inteiros a conversar e a foder e as conversas que mantínhamos nunca seguiam caminhos sem lógica nem irreais. Tudo muito realista e caseirinho. E era tão agradável, que as fodas sabiam sempre a pouco, por mais que eu me viesse 10 vezes num dia e ela 12 num minuto.
Estou a contar esta história no pretérito perfeito porque uma bela noite achamos que tudo era perfeito demais para continuar. Resolvemos então accionar o travão dos acontecimentos e manter portas e janelas abertas de parte a parte.
De forma que agora, sem absolutamente nada combinado, por vezes entra pela janela e sai pela porta e outras entra pela porta e sai pela janela. Em casa dela faço o mesmo. Hoje, com 23 anos, é uma mulher como poucas. Já rasguei o cartaz do Deep Throat há 2 anos e no mesmo lugar pendurei um pintado por mim, com umas letras cheias de estilo, que diz "Cum & Go".
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UMA MORTE SEM ANÚNCIO
Um tipo que morre sem assistir à mediatização de que é alvo é obra. Ainda por cima, mediatizado por uma obra baseada numa história mais do que banal. Parece que um jornalista com a vida em cacos, por ter sido julgado por difamação, se vê apanhado numa teia de aranha de intrigas familiares, daquelas que nesta aldeia global são ao pontapé. Contratado por um industrial reformado, pelos vistos cheio de cacau, investiga a arvore genealógica da família. Mas o velho tem outra intenção. Pôr o jornalista à cata de informações sobre o paradeiro de uma sobrinha-neta. Dizem que o passado da família é sombrio e sangrento. Cá pra mim o cota é pedófilo e a sobrinha-neta fugiu-lhe da trela. Não será isso?
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
FOGO DE VISTA
O meu mais velho tirou-nos agora mesmo esta foto, que aproveitei para o post de aniversário. Com a ajuda de Deus, a liberdade vem a caminho. Estou radiante. Depois do belo jantar que como vêem já está na mesa, temos palha que chegue e sobre para uma grande sobremesa. A minha mulher mal sabe o que a espera. Os garotos nem vão chegar a perceber o que se passou. Para tudo ser mais cómodo, pousei mesmo aqui ao meu lado o bidão da gasolina, que por estes lados é quase de borla. São 43 anos, porra! Antes que um cancro me engavete vou-me imolar, mas claro, não sem antes amarrar toda a minha família de barriga cheia e queimá-la primeiro. Quais velas, qual caralho! Vai mesmo de gasolina, palhota e tudo. Quando os bombeiros chegarem, que nestas bandas nem há nenhum, vão encontrar um montito de cinzas de ossos, que outrora teríamos sido nós. Poético. Loucura estafada. Aqui ao lado tenho cinco hectares de terrenos cultiváveis, que deixo aos meus amigos. Vou-me suicidar de tanta felicidade, a que vêem estampada no meu rosto marcado pelas intempéries. Toda a satisfação da minha mulher são olheiras e rugas que se me acrescentam. Todas as cabriolices dos pequenos vão para a curvatura dos meus ossos. Nasci em 1965. A única coisa que aproveitei nestes anos foi o valor que sempre dei aos meus amigos. A elipse descrita pelo tempo está a fechar-se, aproxima-se o reinício, enquanto os sonhos, carburando novidades geométricamente espalhadas pelo espaço, engolem todas as minhas palavras matizadas, elevando-me até às profundezas genéticas do meu sistema sanguíneo.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
AS SEBENTAS
Pequenos apontamentos de gatafunhos simplórios, enviados do passado através de uma arca de teias de aranha, ensombra agora o meu estado melancólico e repete sensações visuais pouco frequentes. É um transe pouco católico, que completa alguns segmentos da minha vida, pouco recomendável e sem momentos altos. Uma vida sôfrega e apontada a dedo como vadia, de que sempre abusei, como um abutre de mortos, que nunca me deu absolutamente nada que queira considerar meu. Espalhei tudo por toda a parte. Deixei coisas aqui e ali, nunca fiz questão de resgatar fosse o que fosse. Sempre tive grandes dificuldades com os pronomes possessivos. Sempre tive enormes dificuldades para dizer NÃO! Passei anos a foder como louco, só porque o NÃO!, simplesmente não existia. E os miminhos e os carinhos e as festinhas, como nestas sebentas sarrabiscadas mas organizadas, encheram sempre as nossas vidas de NÃO PÁRES de AGORA de CONTINUA e de pequenos nadas que, de uma maneira ou de outra, nos enriqueceram a nós, pobres miseráveis. Não percebo patavina de política nem de futebol. Mergulho em abismos de vergonha e de lucidez. Desde que nasci, nem por um segundo morri para a realidade. Quero solidão e não me deixam em paz. Gostava de experimentar a fome mas enchem-me sempre o prato. Precisava de um analgésico que me tornasse para sempre insensível, mas continuo apaixonado e o mesmo idiota de sempre.
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domingo, 21 de setembro de 2008
NORTE
E naquelas longas viagens através dos mares
e dos pantanais engolidos pelo tempo
quando nenhum de nós conhecia
as parcelas imundas
do desespero
enviado
por
ti
aos
nossos
sirgadores,
chamei aos berros
o atroado ouvinte surdo-mudo
que me deu uma lição que nunca esqueci.
Não te acomodes neste barco meu filho. Caminha para Norte.
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sábado, 20 de setembro de 2008
MÃOS A MEDIR
Quando era nova, a Susana tinha umas boas mamas. Não se fartava que eu me deliciasse com elas e até me chegou a deixar baptizá-las e adoptá-las por uns tempos. O que a mim me divertia, a ela excitava-a e transformava-a num belíssimo animal faminto de sexo. Tenho a certeza de que quando se mudou para Toronto, com duas malas atulhadas com (quase) tudo o que tinha, passou pelo menos dois meses a pensar no mesmo que eu. Nenhuma das gajas que conheci entretanto me deu tanto prazer como me dava uma só das mamas da Susana. Ainda hoje me assusto, quando um belo par te tetas sai por um sutiã fora na minha frente. Que posso fazer? Adoro mulheres, nasci com este problema. Adoro o cheiro que exalam e a tensão que me provocam quando lhes ponho as mãos entre as coxas. Será melhor consultar alguém? Ou será que se der umas boas fodas regularmente a coisa amansa? É que o sexo tem muito que se lhe diga, não é só tirar a piroca para fora e enfiá-la na cona de uma gaja. Selah.
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domingo, 14 de setembro de 2008
SONETO À MULHER SENTADA
O silêncio da agitação violenta dos arvoredos
enraizados no solo negro do teu íntimo colorido,
rompe os meus tímpanos, alarga os teus medos,
descalço, amarrotado, esfomeado e perdido.
Por onde anda?, quantas prisões visitou?
Nenhuma das teorias compensou a realidade,
entorpecido pelos abraços por onde fugiu e voou,
corado e abrupto, num coração sem idade.
O teu rabo sentado, inesperadamente poético,
as tuas mamas caídas e o teu ego de libelinha,
dão a este cabrão indecente e muito pouco ético
várias liberdades que um minuto antes não tinha.
És exactamente igual à do corpo anorético
que quando se sentava no meu colo eu me vinha.
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
REGRESSÃO
As ruas
agora destruídas por
onde em tempos vieste ao
meu encontro iluminadas pelo
mesmo sol que te pôs nos meus
braços abertos constroem em mim
passagens para corações que nunca
ignoraram bombear sangue emotivo
não emoções sangrentas recolhidas
durante noites incertas e auroras
vadias gravadas nos teus seios
com orgasmos lácteos da
eternidade certeira
da tua aura.
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sábado, 23 de agosto de 2008
Stopping by Woods on a Snowy Evening
Whose woods these are I think I know.
His house is in the village, though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.
My little horse must think it queer
My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.
He gives his harness bells a shake
To ask if there's some mistake.
He gives his harness bells a shake
To ask if there's some mistake.
The only other sound's the sweep
Of easy wind and downy flake.
The woods are lovely, dark and deep,
The woods are lovely, dark and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Manson Letter´s
Costumo vasculhar os lugares mais improváveis de encontrar alguém com vida na esperança de me perdoar a mim próprio desobedecendo frequentemente às ordens das vozes que dominam a minha presença nesta dimensão e continuam a atormentar-me e a dirigir-me a todos os locais onde possa adquirir armas que produzam danos gravíssimos nas pessoas por quantias muito pequenas e essas pessoas não sei o que se passa com elas que não se assustam com a minha presença parecem suicidas não têm a mínima consciência de que só pelo facto de estarem a meu lado correm constante perigo de vida parece que sentem prazer com isso e eu vou continuar a dar-lhes o que querem o que procuram a morte que as sacia e que a mim me alimenta e me renova a cada instante com um único objectivo a redenção mas não a minha deste corpo vazio desta mente inquieta e sim das tais vozes que me ordenam que mate sem parar que eu não sei nem nunca saberei de quem são.
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Mick Jagger por Sebastian Kruger




